Barragem
de Algodões - Foto: Divulgação |

COMUNIDADE VIÇOSENSE SOLIDÁRIA AOS PIAUIENSES
VÍTIMAS DO ROMPIMENTO DE BARRAGEM EM COCAL
“Se
a chuva proporciona beleza, pare e contemple; mas se gera destruição
e angústia, ande e ajude. A comunidade viçosense
está solidário aos nossos irmãos desabrigados,
vitimas do rompimento da Barragem Algodões que ocorreu
no fim da tarde desta quarta-feira (27) na vizinha e amiga cidade
de Cocal”, afirmou o Prefeito de Viçosa do Ceará,
Pedro Brito .
Desde o início de Janeiro, as regiões Norte e Nordeste
sofrem com uma temporada de chuvas que já atingiu mais
de 300 municípios. O número de desabrigados, até
o momento, ultrapassa 184 mil pessoas. Mais do que o dobro das
vítimas de Santa Catarina. Para completar a catástrofe,
cidades inteiras estão ilhadas, sem acesso às capitais
e pessoas correm risco de morte por não poder se deslocar
para hospitais no litoral. Colheitas estão perdidas, rebanhos
mortos e várias indústrias estão comprometidas,
ocasionando em um prejuízo econômico ainda incalculável.
A Defesa Civil informou nesta quinta-feira (28) que mais de 2,9
mil pessoas foram afetadas pelo rompimento da Barragem de Algodões,
em Cocal (PI). A parede da barragem rompeu na noite de quarta-feira
(27).
Quatro pessoas morreram por causa da inundação.
Segundo a Defesa Civil, 80 pessoas ficaram feridas e pelo menos
11 permanecem desaparecidas. Equipes do Corpo de Bombeiros continuam
as buscas por vítimas na região.
Dez abrigos, inclusive igrejas, são usados para acomodar
2 mil desabrigados. Outras 953 pessoas estão desalojadas.
Pelo menos 120 casas foram destruídas, segundo a Defesa
Civil.
Na sexta-feira (29) mais três helicópteros chegarão
a Cocal para reforçar as buscas e ajudar no resgate e transportes
das pessoas.
Levantamento de prejuízos
Uma equipe de técnicos da Coordenadoria de Combate à
Pobreza Rural (CCPR) será enviada para a região
na sexta-feira (29) para fazer um levantamento sobre os prejuízos
provocados pelo rompimento da barragem. O objetivo é definir
ações que possam recuperar parte da estrutura destruída
pela água. A coordenadoria contará com a ajuda da
Defesa Civil e outros órgãos.
"Vamos
fazer um levantamento na zona rural e urbana das perdas na área
de energia elétrica e abastecimento de água, bem
como pequenas barragens, casas e os prejuízos provocados
principalmente nas pequenas propriedades rurais, que geralmente
são a única fonte de renda de várias famílias",
disse o coordenador geral do PCPR, Fernando Danda.
Atendimento às vítimas
A Defesa Civil está fornecendo cestas básicas, lençóis,
medicamentos, colchonetes, filtros e água potável
para a população que ficou desabrigada e desalojada
após o rompimento da barragem.
Segundo
o diretor do órgão, Jorgenei Moraes, as famílias
estão sendo removidas para abrigos e cadastradas. “Também
estão no local técnicos da Defesa Civil nacional
que avaliam a situação da barragem. Nenhuma família
deixará de ser atendida”, diz.
O tráfego nas estradas da região já foi liberado,
mas os motoristas precisam ficar atentos em trechos da BR-343.
O secretário
de Saúde do Estado do Piauí, Assis Carvalho, afirmou
que o atendimento à saúde da população
foi reforçado com o envio de 50 mil unidades de medicamentos,
médicos e enfermeiros. O plantão nos hospitais de
cidades próximas também foi dobrado para o atendimento
de vítimas.
Viçosa
do Ceará (Ce), 28 de maio de 2009
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